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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Xavante fazem protesto contra PEC 215 em Barra do Garças/MT

Entenda a PEC 215 e sua tramitação no Congresso

A Constituição Federal de 1988 estabelece em seu artigo 231 os direitos originários dos povos indígenas sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215 de 2000 tem o objetivo de dar a competência exclusiva ao Congresso Nacional para a aprovação de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas por povos indígenas e a ratificação das demarcações já homologadas (veja a Proposta aqui). Atualmente, a demarcação destas terras é de competência da Funai e a nossa Constituição garante que estas terras sejam “inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis”, ou seja, não estão passíveis de revisão.
Esta PEC é inconstitucional por dar uma função administrativa, ou seja de âmbito do Poder Executivo, para o Congresso Nacional, uma instância do Poder Legislativo, como explica o jurista Dalmo de Abreu Dallari neste artigo Parlamentares contra a Constituição.
Mas o quadro é ainda mais preocupante no cenário atual, no qual a maioria dos deputados federais fecham com a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), a chamada bancada ruralista. Nos últimos anos, esta bancada tem pressionado o governo federal no sentido de suspender as demarcações de Terras Indígenas no Brasil. Nos quatro anos de governo Dilma, foram demarcadas somente onze Terras Indígenas, o menor número de um governo federal nos últimos 30 anos. Uma vez conseguindo que esta obrigação constitucional passe para a Câmara dos Deputados, espera-se que além da suspensão de novas demarcações, haja ataque aos territórios tradicionais já demarcados.
A Comissão Especial de Demarcação de Terras Indígenas da Câmara dos Deputados tem tentado votar a todo custo o parecer do relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) nas últimas três semanas. Na semana passada, por exemplo, os membros dessa Comissão se valeram de artimanhas ilegais como dar entrada na Comissão durante a Plenária para tentar votar o parecer sem a presença de todos os integrantes da Comissão. O próprio parecer do relator tem sido alvo de investigação, que aponta que um advogado ligado à Confederação Nacional da Agricultura (CNA) teria sido pago para influenciar diretamente na redação do relatório de Serraglio de acordo com os interesses desta entidade.

 

 

Xavante fazem protesto contra PEC 215 em Barra do Garças/MT

Mobilizações em todo Brasil adiaram mais uma vez a votação da PEC 215 na Comissão Especial do Congresso

Por Maíra Ribeiro
A Avenida Ministro João Alberto, principal via da cidade de Barra do Garças, Mato Grosso, ficou paralisada por cerca de uma hora na tarde desta terça-feira (16). Uma manifestação pacífica de indígenas Xavante fechou o trânsito, deixando uma fila de carros e caminhões, e a curiosidade nas pessoas. A manifestação relâmpago foi um protesto contra a insistência da votação do parecer da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/00 na Comissão Especial de Demarcação de Terras Indígenas do Congresso Nacional. Esta PEC pretende transferir a competência de demarcação de Terras Indígenas da Fundação Nacional do Índio (Funai), para o Congresso Nacional. Esta foi a terceira semana no mês em que a Comissão Especial tentou votar, sem sucesso, o parecer. Saiba mais sobre a PEC 215 no quadro abaixo.
Trânsito parado durante mobilização em Barra do Garças
Trânsito parado pela manifestação em Barra do Garças
Durante o dia de ontem, ocorreram manifestações em todo o Brasil. Em Brasília, onde lideranças indígenas estão acompanhando de perto as ações do Congresso, houve enfrentamento quando os indígenas foram impedidos de entrar na Câmara e os manifestantes foram atingidos com gás de pimenta. Em Barra do Garças, os manifestantes Xavante cantaram, dançaram, concederam entrevistas e exibiram cartazes, chamando atenção para esta questão ainda pouco conhecida pela população da região.
Uma das lideranças Xavante que concedeu entrevista explicando a mobilização foi Edmundo Dzuaiwi Omore, da Coordenação de Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB): “A nossa reivindicação aqui é pacífica, para que a população barra-garcense, junto com todo o estado de Mato Grosso, saiba o que está acontecendo, entenda o que é a questão indígena. Nós não queremos a aprovação deste projeto. Esta PEC prejudica os povos indígenas em todos os aspectos, não é só para o Xavante, mas no Brasil, onde o índio está de norte a sul, de leste a oeste” explicou Edmundo em entrevista a Ronaldo Couto durante a manifestação.
Crisanto Rudzö Tseremey’wa, membro da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI) da Funai, estava nas manifestações em frente ao Congresso Nacional em Brasília na semana passada e lembrou aos seus companheiros a importância da escolha dos representantes no Legislativo. “Vi muitos Xavante votando em parlamentares que agora estão lá querendo aprovar essa PEC, enquanto deputados que nem conhecíamos estão do nosso lado nos defendendo” comentou Crisanto em reunião com lideranças.
Mirian Marcos concede entrevista durante manifestação.
Mirian Marcos concede entrevista durante manifestação
Mirian Marcos Tsibodowapré, militante Terena do movimento de mulheres indígenas, ressaltou que esta é uma luta de todos os povos indígenas do Brasil. “Essa PEC é um genocídio para todos os povos indígenas brasileiros, não só para o Povo Xavante. É um retrocesso de toda a luta de nossos antepassados de demarcação de terras, da luta de lideranças como Mário Juruna. Fizemos essa manifestação pacífica, o protesto aconteceu e as pessoas de Barra do Garças entenderam e ficaram aguardando com respeito” disse Mirian.
Poucas horas após o fim do protesto em Barra do Garças, os manifestantes vibraram ao saber que a votação em Brasília tinha sido adiada. “Hoje teve a proibição da entrada dos índios que queriam acompanhar o trabalho do Congresso. Mas ficamos sabendo que a votação da PEC foi adiada, não sabemos até quando, temos que ficar atentos, acompanhando pra que isso não volte à pauta, estamos torcendo para que a PEC seja arquivada” relatou Mirian.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

MPF divulga carta aberta em defesa dos povos indígenas e comunidades tradicionais — Procuradoria da República em Mato Grosso

MPF divulga carta aberta em defesa dos povos indígenas e comunidades tradicionais — Procuradoria da República em Mato Grosso





 


Membros do Ministério Público Federal (MPF) que
participaram do XIV Encontro Nacional da 6ª Câmara de Coordenação e
Revisão (Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais) divulgaram,
nesta semana, carta aberta em defesa ao direito dos povos à terra. O
evento aconteceu entre 3 e 5 de dezembro, em Florianópolis (SC), e
reuniu mais de 40 procuradores de todo o país.

A carta expressa a
preocupação do MPF com a aplicação das condicionantes criadas pelo
Supremo Tribunal Federal para o caso Raposa Serra do Sol. Para os
membros, cada caso deve ser analisado levando em consideração “a forma
como as diversas etnias desenvolvem seus modos de vida, bem como a
história que o grupo possui com o seu território, sobretudo as
estratégias de sobrevivência física e cultural”. Além disso, deve-se
considerar nos processos judiciais provas como as tradições orais e a
análise antropológica.

O documento ainda repudia “a visão
essencialista e estigmatizante dos modos de vida dos povos indígenas”,
como a adotada na sentença que declarou inexistente a Terra Indígena
Maró, em Santarém (PA). A decisão negou validade jurídica ao
autorreconhecimento e à prova antropológica realizada pela Fundação
Nacional do Índio (Funai), e estabeleceu a identidade da comunidade
como ribeirinha e não indígena (Processos 2010.39.02.000249-0 e
2091-80.2010.4.01.3902).

Encontro – Realizado
há 14 anos, o encontro nacional da 6ª Câmara tem como objetivo discutir
e estabelecer uma atuação coordenada do Ministério Público Federal em
defesa dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Este
ano, foram debatidos, além das condicionantes de Raposa Serra do Sol,
questões como o melhoramento dos laudos para atender às novas
exigências judiciais; pagamentos de indenizações antes da publicação da
portaria declaratória; sobreposições territoriais e desapropriação; e
problemas relacionados à saúde indígena.

Confira a íntegra da carta

Secretaria de Comunicação Social
Procuradoria-Geral da República
(61) 3105-6404/6408
Twitter: MPF_PGR
facebook.com/MPFederal


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Não à PEC - 215












Votações da PEC 215 e de projeto que pretende regulamentar artigo 231 da Constituição foram remarcadas, respectivamente, para terça e quarta, mas ainda não há certeza de que vão acontecer. Enquanto isso, STF pode decidir, hoje, sobre futuro de territórios quilombolas
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Foram adiadas para a próxima semana as votações da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215 e do Projeto de Lei (PL) que pretende regulamentar o artigo 231 da Constituição, sobre as Terras Indígenas (TIs). A reunião da Comissão Especial da Câmara que analisa a PEC foi remarcada para a próxima terça (9/12), às 14h30. Já a sessão da Comissão Mista que pode apreciar o PL está prevista para a quarta (10/12), às 14h, no Senado.
A PEC pretende transferir do governo federal para o Congresso a oficialização de TIs, Unidades de Conservação (UCs) e territórios quilombolas. O PL visa retirar das demarcações de TIs áreas com atividades e projetos econômicos, como fazendas, hidrelétricas e linhas de transmissão. Se aprovadas, ambas as propostas poderão significar, na prática, a paralisação definitiva da formalização dessas áreas protegidas (leia mais).
Ontem, um grupo de 45 índios do Tocantins protestou no Congresso contra a PEC e o PL. Hoje, eles voltam a se manifestar na Praça dos Três Poderes (saiba mais).
As votações foram adiadas porque senadores e deputados passaram todo o dia e a noite de ontem em sessão do Congresso analisando o projeto que altera a meta de superávit fiscal do governo federal. A votação durou quase 19 horas e só terminou às 5 h da madrugada de hoje, depois de discussões e manobras regimentais infindáveis e troca de acusações entre governo e oposição. Uma emenda da oposição ainda deverá ser votada na próxima terça, o que pode inviabilizar outras votações nas comissões e plenários da Câmara e do Senado.
STF pode decidir futuro de quilombos
Enquanto isso, no Supremo Tribunal Federal (STF), está previsto para a tarde de hoje (4/12) um julgamento que pode decidir o destino dos territórios quilombolas no País. Os ministros podem julgar a da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 3239, proposta pelo partido Democratas, há dez anos, contra o Decreto Federal 4.887/2003, que regulamenta a titulação dos territórios remanescentes de quilombos. O decreto é considerado um avanço pelo movimento quilombola e organizações da sociedade civil. Também não há garantia de que o julgamento aconteça porque há outros itens na pauta de votações do plenário da corte.
O relatório sobre a ação, do ministro César Peluzzo (que não está mais na corte), é favorável à Adin. O ISA participa do processo na qualidade de amicus curiae, tendo já apresentado argumentos contra a ação (saiba mais).

CIMI - Conselho Indigenista Missionário

CIMI - Conselho Indigenista Missionário





O Conselho
Indigenista Missionário (Cimi) repudia veementemente o texto do
“Substitutivo à Proposta de Emenda à Constituição 215/2000” apresentado pelo deputado ruralista Osmar Serraglio (PMDB-PR), no dia 17 de novembro de 2014 (LEIA INTEIRO TEOR).
A PEC 215/2000 e seu Substitutivo é descaradamente inconstitucional e
ultrajante aos povos. Inviabiliza novas demarcações de terras
indígenas. Reabre procedimentos administrativos já finalizados.
Legaliza a invasão, a posse e a exploração das terras indígenas
demarcadas.

O
Substitutivo propõe uma ampla gama de exceções ao direito de posse e
usufruto das terras por parte dos povos indígenas. Além das “ocupações
configuradas como de relevante interesse público da União”, as exceções e
limitações à posse indígena também se aplicaria em relação à
“instalação e intervenção de forças militares e policiais,
independentemente de consulta às comunidades indígenas", à "instalação
de redes de comunicação, rodovias, ferrovias e hidrovias”, à “área
afetada por unidades de conservação da natureza”, a “perímetros urbanos”
e ao “ingresso, trânsito e permanência autorizada de não índios,
inclusive pesquisadores e religiosos”.

Além de vedar à
“ampliação de terra indígena já demarcada”, a proposta determina que a
delimitação definitiva das terras indígenas seria feita somente por meio
da aprovação de projeto de lei. Sendo assim, a demarcação de toda e
qualquer terra indígena teria que passar pela aprovação da Câmara dos
Deputados e pelo Senado Federal. Com um Congresso Nacional dominado pelo
ruralismo e interesses das grandes corporações empresariais
multinacionais do campo, a consequência prática disso seria o total
impedimento de novas demarcações de terras. A Proposta estabelece ainda
que, “havendo conflito fundiário”, deve ser feita a “permuta de áreas”.

Concomitantemente, a
Proposta ressuscita a estratégia usada pelo Estado e inimigos dos povos
para promover o roubo e o esbulho dos territórios indígenas em décadas
passadas ao definir que “As comunidades indígenas em estágio avançado
de integração com os não índios podem se autodeclarar, na forma da lei,
aptas a praticar atividades agropecuárias e florestais sustentáveis,
celebrar contratos, inclusive os de arrendamento e parceria”.

Por fim, e não menos
grave, o Substitutivo apresentado pelo deputado ruralista Osmar
Serraglio, além de abrir a possibilidade das comunidades indígenas
“permutar, por outra, a área que originariamente lhe cabe”, determina
que “Os procedimentos de demarcação que estejam em desacordo com as
disposições desta Emenda Constitucional serão revistos no prazo de um
ano, contado da data da publicação desta Emenda”. Com isso, como
evidente, abrir-se-ia uma situação de profunda fragilidade e
instabilidade jurídica e política relativamente às terras indígenas já
demarcadas e que estão na posse dos povos indígenas.

O Cimi reafirma o
compromisso de manter o apoio às necessárias, urgentes e abrangentes
mobilizações dos povos em defesa do direito às suas terras e às suas
Vidas. Não à violência da Bancada Ruralista no Congresso Nacional. Sim à
causa e à vida dos povos originários. Pela rejeição da PEC 215/00.

Brasília, DF, 1° de dezembro de 2014
Cimi - Conselho Indigenista Missionário



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Polícia Federal volta à Terra Indígena Marãiwatsédé (MT) para conter invasão de não índios







Xavante reúnem-se em aldeia na TI Marãiwatsédé| Arquivo Opan

Forças de segurança retornam à área cumprindo decisão judicial dias depois de saírem de lá. Povo Xavante considera equívoco atribuir problema à embate entre brancos e índios.
Equipes das polícias Federal e Rodoviária Federal retornaram hoje à Terra Indígena (TI) Marãiwatsédé, no nordeste do Mato Grosso, para impedir uma nova invasão de não índios. Ainda não há informação sobre o tamanho do efetivo deslocado para a região.
A ação atende decisão da Justiça Federal em Cuiabá, por sua vez obtida por um pedido do Ministério Público Federal. A área voltou a ser invadida no último fim de semana de forma organizada, depois que homens da Força Nacional de Segurança (FNS) deixaram-na, na semana passada.
Exatamente há um ano terminava a operação de desintrusão de Marãiwatsédé, decorrente de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a retirada de todos os não índios. Não é possível reverter a determinação do STF, tendo em vista que o caso transitou em julgado, ou seja, não cabe mais nenhum recurso judicial. Muito menos há hoje alguma decisão da Justiça que pretenda contrariar tal determinação.
De acordo com os Xavante, um grupo de pelo menos 50 pessoas invadiu a localidade conhecida como Posto da Mata, no interior da TI, expulsando servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai). Na manhã de domingo (26/1), o cacique Damião Paridzané foi perseguido quando tentava se aproximar do local.
“Eu fui cedo para Mo onipá [como os indígenas chamam o Posto da Mata]. Havia quatro funcionários da Funai. Não consegui chegar lá porque os posseiros fecharam a estrada. Todo o mundo correu atrás da gente”, relata Paridzané. “É preciso agir logo. Não podemos circular pelo nosso território com os invasores aí. O que nos falta agora é segurança. O carro da saúde não pode sair. Estamos preocupados.”
Apesar da presença da FNS ao longo de 2013, diversos grupos foram flagrados pelos policiais e pelos Xavante durante o ano em rondas pela TI, fragilizada mesmo após a desintrusão pela existência de estradas que cortam a área e facilitam invasões. A tentativa de reinvasão constitui crime e um atentado contra a decisão da última instância do Poder Judiciário brasileiro.
Ontem, a Operação Amazônia Nativa (OPAN), o Instituto Socioambiental (ISA), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Greenpeace circularam uma nota pública em que pedem e apoiam o retorno da força policial à TI Marãiwatsédé. O texto cobra a presença do Estado e tratamento digno aos pequenos posseiros que eventualmente estejam no local.
O desejo de que os pequenos agricultores da região vivam com qualidade é também compartilhado pelos índios. Durante o processo de desintrusão, Paridzané falou diversas vezes sobre o equívoco de se polarizar o embate como sendo de brancos contra índios.
“Os políticos não estão preocupados em melhorar a vida nem dos índios nem dos não índios. Será que o governador se preocupa com a situação do povo hoje? Em todos os municípios daqui, o povo não tem água, não tem esgoto, não tem desenvolvimento. Ele, como autoridade de Mato Grosso, tem a obrigação de atender as dificuldades do povo, mas ele não quer. Mas os políticos preferem jogar o branco contra o índio, como se isso fosse resolver alguma coisa”, disse Paridzané em dezembro de 2011.
Entenda o caso
Em 1992, em meio aos trabalhos de identificação, um grupo formado por políticos e fazendeiros organizou uma invasão ao território tradicional dos Xavante, iniciando uma longa batalha judicial pela desintrusão, somente finalizada ano passado com apoio policial. Homologada em 1998, a TI Marãiwatsédé tem 165 mil hectares e, por causa da ação dos invasores, tornou-se um dos territórios indígenas mais desmatados do país.
Em outubro de 2013, o STF confirmou decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) no sentido de considerar que a posse de todos os réus sobre a área em litígio era ilícita, de má-fé, porque eles sabiam que se tratava de terra indígena quando de sua entrada.
A tentativa de invadir novamente Marãiwatsédé ocorre em meio a uma série de ataques à legislação indigenista por meio de projetos inconstitucionais defendidos pela bancada ruralista no Congresso. Entre esses projetos, estão a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, que tira do Executivo e transfere ao Congresso a prerrogativa de aprovar as demarcações de TIs e o Projeto de Lei Complementar (PLP) 227, que abre as terras indígenas à exploração econômica do agronegócio, empresas de energia e mineração.
Leia também o especial sobre o caso da Terra Indígena Marãiwatsédé aqui.
* Com informações das assessorias da Opan, Cimi e Greenpeace.
** Publicado originalmente no site Instituto So

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

indio no Brasil - A Terra - Argumento Contra Produtores Ruralistas

Há muita terra para índio no Brasil? é 13% para índios e para Produtores Ruralista é 60%, Temos reconhecido os direitos originário indígena.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Há muita terra para o índio no Basil 2014




Compreendemos que todas temos os direitos originário indígena e livre de expressão a vida. Pois, não indígena tem a terra com mercadoria, a utiliza para ganhar dinheiro. Para não índio a terra propriedade particular. Para os índios a terra é coletiva. Não como os ruralistas egoístas que dão frutos do nosso território brasileiro aos estrangeiros.

Antes de invasão, existiam muito tempo os indígenas em paz liberdade a terra sem males, depois da chegada dos brancos colonizadores houve acontecimento genocídio ambiental – A nossa terra indígena e todos estados bem preservados.

 Os produtores ruralistas não sabe a realidade o nosso costume e conhecimento. É uma forma utilizar à informação da linguagem é uma ferramentas de defesa, mas teremos sempre serem índios, temos os direitos originários reconhecidos.

Eles não tinham a visão sobre o impacto ambiental a Biodiversidade da vida. Os indígenas não prejudicar o impacto meio ambiental é bem preservados.
A TERRA É A SOBREVIVÊNCIA DE VIDA, SEM ELA NÃO HÁ VIDA!!!! VAMOS PRESERVAR A NATUREZA É A TERRA É AFONTE DA VIDA DOS SERES HUMANOS!