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quinta-feira, 7 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
INDÍOS XAVANTE NOTA DO REPÚDIO - OPIX


TERRA INDÍGENA DE SANGRADOURO – XAVANTE – MT/BRASIL
Aldeia Sangradouro; 05/03/2013.
NOTA DO REPÚDIO
A INSTITUIÇÃO – ORGANIZAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS XAVANTE, com Sigla – OPIX – Repudia a noticia distorcida difamando o povo Xavante que saqueiam carga e exigindo a parada de veículos cobrando pedágio. Veículos que capotam no limite da reserva com carga de alimentícios perecíveis e não perecíveis são aproveitados pelos indígenas para não contaminar a natureza, inclusive os rios, água que bebemos que pode prejudicar a saúde humana e a natureza, pois alguns são tóxicos. Nunca teve agressões físicas com agentes federais rodoviárias, o respeito é grande mútua. Cada nação tem o seus direitos individuais, coletivos, um direito que devem ser respeitados, pois, os agentes rodoviários aproveitam de cargas aproveitando levando residências para consumo e ainda incrimina o indígena? Ninguém é perfeito não cumpre as normas que são regidas em nosso País - Brasil, nunca atacamos motorista e entendemos que são também pai de família que trabalham para sua à sobrevivência e são humano. Rogamos, solicitando que todos os veículos parados na rodovia BR-070. Deverá ser comunicado a PFR, afim de não incriminar os indígenas, pois, os não índios que trafegam saqueiam e depois culpam que são indígenas, tiram pneus e outras. A gravidade de conduta não é dos indígenas e sim dos não indígenas que fazem pressão para pegar e após são comercializado com menos valor um produto. A noticia feita pelo São Tomé – Blog, somente ouviu a incriminação, furto, saque generalizando sem ouvir indígenas os motivos atos, ação e os direitos e porque acontece e as desvalorizações indígenas em nosso país democrático neoliberalismo. Que o regimento militar continua ainda sobre os indígenas totalitarismos que com o dialogo pode chegar a atendimento dos fatos que ocorre na Área Indígena Sangradouro. Fomos indenizados sem saber, sem preparo pela BR – 070 no Governo Júlio Campos financiado pelo BIRD/BID para fazer asfalto que chegou periculosidade e para não indígena em progresso desenvolvimento. Até que pronto esse desenvolvimento vai parar e viver todo mundo com igualdade.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Clima é tenso na aldeia após morte de adolescente
O clima é tenso na aldeia Te’ Yikuê, em
Caarapó, após o assassinato de um adolescente indígena, da etnia
Guarani-Kaiowá, ocorrido na noite do último sábado (16).
Conforme já noticiado pelo CaarapoNews, Denilson Barbosa, de 15 anos, foi encontrado morto, com
um tiro na cabeça, em uma estrada vicinal da reserva indígena.
Lideranças ouvidas pela reportagem afirmam que o adolescente, antes de
ser encontrado sem vida, estava na companhia de outros dois colegas e
estariam pescando em um lago, localizado dentro de uma fazenda que faz
divisa com a aldeia.
O trio teria sido surpreendido por três homens armados que teriam sido contratados pelo proprietário da fazenda para cuidar da propriedade. Dois indígenas teriam conseguido fugir, porém, Denilson teria ficado enroscado em uma cerca de arame farpado e acabou sendo pego. Os indígenas acreditam que o menor teria sido torturado e assassinado pelos seguranças da fazenda, pois, segundo eles, havia sinais de agressão em seu corpo.
O trio teria sido surpreendido por três homens armados que teriam sido contratados pelo proprietário da fazenda para cuidar da propriedade. Dois indígenas teriam conseguido fugir, porém, Denilson teria ficado enroscado em uma cerca de arame farpado e acabou sendo pego. Os indígenas acreditam que o menor teria sido torturado e assassinado pelos seguranças da fazenda, pois, segundo eles, havia sinais de agressão em seu corpo.
Informações apuradas pelo CaarapoNews
dão conta que na propriedade existem criadouros de peixes, que
constantemente vinham sendo furtados e devido a isso o proprietário
teria contratado seguranças para cuidar do local. Porém, não se sabe se
teria sido esse o motivo da morte do menor.
Em um primeiro momento imaginou-se que o indígena teria
sido atropelado, pois no local do crime havia marcas de que um veículo
teria passado sobre seu corpo, fato esse que foi descartado após a
perícia localizar o ferimento ocasionado, provavelmente, por um revolver
calibre 38.
Revoltados, no início da noite de domingo, dezenas de
indígenas foram até a sede da fazenda e ameaçavam invadir a residência e
linchar o proprietário, identificado como Orlandino Carneiro Gonçalves,
que teria acionado as autoridades do município.
Equipes da Funai, Polícia Federal, Força Tática e Polícia
Militar de Caarapó estiveram no local para garantir a integridade do
fazendeiro e sua família. Na tarde desta segunda-feira os indígenas, que
seguem acampados na fazenda, enterraram o corpo do menor na
propriedade, que de acordo com estudos antropológicos, seria área de
demarcação indígena. A reportagem tentou contato com o proprietário da
fazenda, mas até o momento não obteve êxito.
No início dessa noite, o protesto ganhou repercussão
nacional após a publicação de uma nota do conselho Aty Guasu (Grande
Assembleia) dos Guarani-Kaiowá, cobrando investigação do caso por parte
da Polícia Federal.
Confira a nota na integra abaixo:
Infelizmente, é com muito pesar, nós
conselho da Aty Guasu guarani e Kaiowá, vimos a todos (as) AUTORIDADES E
CIDADÃOS DO BRASIL E DO MUNDO comunicar que ontem um grupo indígenas
Guarani-Kaiowá foram atacados e violentados pelos pistoleiros das
fazendas da região de Caarapó-MS. Um adolescente foi assassinado a
tiro-bala pelos homens das fazendas, localizada próxima da
Reserva/Aldeia Tey'i kue/Caarapo, município de Caarapó-MS.
Hoje (18/02/2013) mais de duas centenas
de Guarani-Kaiowá enterraram o corpo do menino no local em que foi
assassinado. Esse lugar é terra Guarani-Kaiowá tradicional reivindicada
pelos indígenas que está em estudo antropológico, há anos. Diante do
fato de violência antiga contra as vidas dos indígenas Guarani-Kaiowá,
hoje à tarde, mais de 200 Guarani-Kaiowá tentam reocupar o tekoha e
permanecerem no lugar, fazendo protesto contra as violências contra as
vidas Guarani e Kaiowá, pedindo a JUSTIÇA. Está tenso no local em que começou o protesto passivo dos Guarani e Kaiowá. Os agentes da PF e FUNAI foram no local ontem e hoje.
Por
fim, mais uma vez, solicitamos a investigação do fato pela Polícia
Federal e pedimos a presença permanente de seguranças federais no local.
A comunidade Guarani e Kaiowá já decidiu em permanecer em protesto
nesse tekoha guasu onde foi assassinado o menino Kaiowá. Entorno de
tekoha reocupada em protesto já começou movimento dos pistoleiros. O
risco de ataque dos pistoleiros é iminente.
Amanhã, retornaremos a comunicar a todos (as).
Amanhã, retornaremos a comunicar a todos (as).
Tekoha Guasu Guarani e Kaiowá, 18 de fevereiro de 2013.
Conselho da Aty Guasu Guarani e Kaiowá contra genocídio
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Território (Ir)restrito: Carta da sociedade civil em apoio à desintrusão da...
Território (Ir)restrito: Carta da sociedade civil em apoio à desintrusão da...: Ilma. Sra. Dilma Rousseff Presidente da República Federativa do Brasil Ilma. Sra. Gleisi Hoffmann Ministra-Chefe da Casa Civil Ilmo....
sábado, 20 de outubro de 2012
Diálogos para um Plano Indígena de enfrentamento às Mudanças Climáticas - 2012 - ACRE
segunda-feira, 30 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Suspender não é suficiente: COIAB exige a imediata revogação da Portaria 303 da AGU.
A Funai anuncia que a AGU vai suspender os efeitos da portaria, mas não garante revogação .
Suspender não é suficiente: COIAB exige a imediata revogação da Portaria 303 da AGU.
A
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira-COIAB, vem
de público exigir a imediata revogação da Portaria 303 da Advocacia
Geral da União (AGU) que orienta os órgãos do governo federal a aplicar
as condicionantes decididas pelo Supremo Tribunal Federal na demarcação
da TI Raposa Serra do Sol/RR, para todas as terras indígenas do país. Somente a SUSPENSÃO dos efeitos como anunciado, não é suficiente. Exigimos sua revogação.
De
forma arbitrária, essa Portaria antecipa a decisão final do Supremo
Tribunal Federal sobre o caso e estabelece seu efeito vinculante as
demais terras indígenas, expressamente negado recentemente pelo Ministro
Ricardo Lewandowski, numa Reclamação do Município de Amarante/MA contra
portarias da Funai.
A
Portaria, o que é ainda mais grave, questiona a validade de tudo o que
já foi feito em relação à demarcação das terras indígenas. Isso quer
dizer que inclusive as terras já demarcadas, poderiam ser revistas. Ela
atende assim plenamente as expectativas dos grileiros de se apossarem
definitivamente das terras indígenas.
A
inciativa da AGU rasga todas as letras da Carta Magna do país e com ela
os direitos indígenas reconhecidos pela Constituição Federal e pela
Convenção 169 da OIT e afronta a memória das numerosas lideranças
indígenas mortas pelo latifúndio, que entregaram a vida para assegurar a
terra sagrada para o futuro de seus povos. Com as incertezas levantadas
sobre a legalidade da demarcação das terras indígenas estimula
irresponsavelmente uma nova onda de violência contra os povos indígenas.
Essa
portaria faz parte de uma série de iniciativas, tomadas no âmbito do
Executivo e do Legislativo que visam desconstruir os direitos dos povos
indígenas, das comunidades tradicionais e da natureza, a exemplo das
Portarias Interministeriais 420 a 424, que estabelecem prazos irrisórios
para a Funai se posicionar frente aos Estudos de Impactos e
licenciamento de obras, da mudança do Código Florestal para facilitar a
exploração da natureza e da PEC 215 para inviabilizar a demarcação das
terras indígenas. A finalidade é remover os chamados obstáculos ao
desenvolvimento, com a incorporação de novas terras para o agronegócio e facilitar o acesso e a super exploração dos recursos naturais.
As
terras indígenas e a luta dos povos indígenas para manterem seus
projetos próprios de vida resistem contra essa perspectiva insustentável
do ponto de vista social e ambiental. Na região sul da Amazônia, por
exemplo, é facilmente percebível como as terras indígenas aparecem como
verdadeiros oásis verdes em meio a terra arrasada pelo latifúndio, sem
florestas e sem gente.
A luta pela revogação da Portaria 303, contra a PEC 215 e em defesa das terras indígenas,
por isso, não é só dos povos indígenas, mas de todos aqueles que estão
preocupados em assegurar condições dignas de vida para as futuras
gerações.
Manaus, 24 de julho de 2012.
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB.
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